- Classificação
- Particularidades biológicas e fisiológicas
- Condições de alojamento
- Doenças predominantes
| Classificação: | |
| Classe: | Mamíferos |
| Ordem: | Roedores |
| Subordem: | Sciographies |
| Família: | Sciuridés (esquilos, marmotas, cães-da-pradaria) |
| Género: | Tamia |
| Espécie: | striatus |
| Nome comum: | Nome latino: |
| Tâmia siberiano ou Burunduk | Eutamia sibiricus |
| (Criado e vendido na Europa) | |
| Tâmia de Hudson | Tamiasciurus hadsonicus |
| Neotâmia anão | Neotamia pygmaeus |
| Tâmia estriado, também chamado esquilo listado, | Tamia striatus |
| esquilo japonês ou esquilo da Coreia | |
| (criado e vendido na Europa) |
As particularidades biológicas e fisiológicas
O esquilo da Coreia tem o dorso cinzento com 5 riscas longitudinais castanho-escuras, e os flancos são cinzento-amarelados.
- Peso adulto: 70-120 g
- Comprimento do corpo: 15 cm
- Comprimento da cauda: 10-12 cm
- Fórmula dentária (22 dentes de crescimento contínuo)
| maxilar superior | 1 | 0 | 2 | 3 |
| I | C | PM | M | |
| maxilar inferior | 1 | 0 | 1 | 3 |
- Bolsas bucais
- Visão potente, campo de visão amplo
- 4 dedos nos membros anteriores e 5 dedos nos membros posteriores
Parâmetros biológicos
- Arborícola (que vive nas árvores)
- Temperatura corporal: 38-39.5°C
- Frequência respiratória: 200/minuto
- Frequência cardíaca: 300-500/minuto
- Longevidade média: 5 anos (por vezes 8, ou mesmo 12)
Fisiologia da reprodução
- Idade da maturidade sexual: macho 12 meses, fêmea 11 meses
- Época de reprodução: março a abril
- Duração do ciclo: 4-5 dias
- Tipo de ovulação: espontânea (no momento do acasalamento)
- Acasalamento único no 2.º dia do ciclo
- Duração da gestação: 35-40 dias
- Peso ao nascer: 3-4 gramas
- Número de crias por ninhada: 3-5
- Idade do desmame: 4 semanas
- Número de mamas: 8 (4 pares)
- Número de ninhadas por ano: 1
- Vida reprodutiva: 5-6 anos
Contenção:
O exame é difícil porque morde facilmente e se desloca muito depressa. Começa-se pela observação na gaiola e por pegar-lhe nas mãos; coloca-se uma luva e segura-se a cabeça entre o polegar e o indicador.
Atenção: não segurar o animal pela cauda, pois esta corre o risco de ser escalpelada.
Meio de vida
No estado selvagem: tocas com câmara central e corredores anexos que servem de despensa para o inverno. Cada tâmia tem a sua própria toca. Hibernação de outubro a abril.
Em cativeiro: amplo aviário interior de rede metálica com montantes metálicos, no mínimo 100x50x150 cm. Prever uma rede de malha inferior a 2 cm, um ou vários ramos naturais grandes, um ninho de madeira com um orifício de entrada de 3 cm e mais de 15 cm em todas as direções.
Substrato de eleição: turfa ou, melhor ainda, feno de excelente qualidade. O substrato é mudado assim que a urina provoca um odor desagradável.
Os esquilos não libertam odor.
Temperatura ambiente: poucas exigências. É possível manter no exterior desde que se evite uma exposição a pleno sul. O esquilo hiberna e desperta em março. Sem hibernação no interior das habitações.
Grande sensibilidade às variações de temperatura e a ventilações insuficientes.
Alimentação
Alimentos compostos específicos (de tipo industrial), alimentação tradicional possível, alimentos secos, sementes variadas (nozes, avelãs, freixo, milho, trigo e girassol), flocos de aveia, alimentos frescos (alface, dentes-de-leão, cascas frescas, fruta, rebentos), proteínas animais em pequena quantidade (ovos, carne crua, larvas de farinha, insetos).
No estado selvagem, o animal alimenta-se de bagas, insetos, rãs, pequenos répteis, ovos e crias de aves.
As doenças predominantes
Afeções digestivas
Anomalias dentárias: por um defeito dos incisivos, a mastigação torna-se difícil e depois impossível. Estas anomalias são hereditárias.
Doença das «gengivas»: provocada pela acumulação de detritos sólidos ou alimentares entre os incisivos. Daí resulta uma infeção crónica das «gengivas».
Inchaço (meteorismo): provocado por uma mudança brusca de alimentação ou por um consumo excessivo de fruta ou de verduras. A evolução é, infelizmente, muitas vezes desfavorável sem tratamento precoce.
Inflamação do intestino delgado (enterite): sempre muito grave e de evolução rápida. A sua origem é bacteriana e o agente da salmonelose está frequentemente envolvido.
Afeções respiratórias
Favorecidas por variações térmicas bruscas, correntes de ar e ventilação deficiente.
Afeções cutâneas
Parasitas externos (pulgas e carraças, ácaros), micoses, abcessos
Afeções urinárias
As afeções urinárias são bastante frequentes.
Sinais: o animal está agitado e sofre de polaquiúria (perturbações da eliminação da urina, micções frequentes e pouco abundantes). As cistites devem-se geralmente a cálculos.
Patologia da reprodução
Metrite (devida a uma infeção pós-parto), piómetra, tumores mamários (muitas vezes de tendência benigna), hipocalcemia (frequente após o parto e no início da lactação, mas também nos machos jovens)
Afeções traumáticas
Fraturas
Perturbações nervosas
Epilepsia: a origem ainda é mal conhecida.
Golpe de calor
Observa-se no verão e pode ser provocado por uma temperatura excessiva ou pela permanência do animal numa divisão insuficientemente ventilada. Gravíssimo, exige um arrefecimento corporal de urgência e um tratamento de choque no veterinário.
Afeções oculares
Catarata: sobretudo nos machos e a sua origem é mal conhecida.