Volume sanguíneo total / colheita máxima:
Roedores
Porquinho-da-índia, Chinchila 0.5-0.7 ml/100 g
Gerbo 0.3 ml
Hamster 0.65 ml
Rato 0.14 ml
Ratazana 1.3 ml
Coelhos volume sanguíneo total: 55-70 ml/kg
Furão
Fêmea de 750 g 40 ml
Macho de 1 kg 60 ml
Máx. 10% do volume total
Répteis
Volume sanguíneo total: 70-110 ml/kg = 7-11% do peso corporal
Exceção: tartarugas, com volume máximo de 5% do peso vivo (carapaça)
Plasma aprox. 60-75 ml/kg
Colheita máxima em ofídios e sáurios: 10%
Aves
Volume sanguíneo total: 7-10% do peso corporal
Colher 10% deste volume = 1% do peso corporal e 0.5% em ave debilitada
Objetivo da colheita de sangue:
Hemograma, hematócrito, esfregaço, contagem diferencial
Por vezes perfil bioquímico: valores precisos (fígado, eventualmente rins, etc.) ou glicose
Material:
Roedores + coelhos
Veia jugular: agulha 22-25 G, seringa 2.5 ml. Superficial e alta, tosquia, eventualmente anestesia
Seio venoso retrobulbar: microcapilares heparinizados. Anestesia e depois compressão
Veia da orelha: agulha 25-27 D, deixar correr. Risco de trombose
Restantes: seringa 1 ml + agulha 25 G. Veia safena lateral: pequena no porquinho-da-índia e na chinchila
Furão
Hct 44-61%, variação consoante a cor (tipo toirão/albino)
Veia jugular: agulha 22-25 G + seringa 2.5 ml.
Veia cefálica lateral/veia safena: seringa 1 ml + agulha 27-28 G (evitar o colapso). Pequena quantidade
Veia caudal: agulha 20-21 G, 3-5 ml e depois compressão. Aquecer o furão previamente
Répteis
Sáurios
Veia caudal ventral: animal de dorso, agulha vertical no plano medial da cauda, inclinação de 45° em direção caudo-ventral. A um quarto do comprimento total da cauda. Introduzir a agulha delicadamente entre os corpos vertebrais. Eventualmente, posição de ventre para baixo
Ofídios
Cardiocentese: a 1/5 do comprimento total, localizar as pulsações com o polegar ou a olho, segurar o ventrículo com o polegar
A veia caudal ventral corre ao longo das extremidades das apófises, bastante afastada da cloaca (fundos-de-saco hemipenianos)
Veias palatinas, reservadas à injeção iv, colapsam e há risco de estomatite
Quelónios
Veia caudal dorsal. Sem apófises dorsais, veia superficial sc, cauda esticada para baixo a 1/3 do comprimento, agulha até ao corpo vertebral e depois retirada
Veia jugular: D ! pescoço esticado para a frente, 1/3 ventral da altura do pescoço atrás da membrana timpânica, punção tangencial
Seio venoso pós-occipital: sob o ligamento da nuca
Aves
Unha, hemostase difícil
Veia da asa: agulha laranja na face interna da asa, livre de contenção, uma única punção e depois compressão!
Veia jugular D ! Cabeça em direção à cauda, anestesia relâmpago, afastar as penas com álcool
Clínica veterinária AuFuret — Danielle Frei Perrin